quarta-feira, 9 de abril de 2008

Tristonha - Allyson alves

Vários discursos, com outras palavras,
Diz o curso do rio pra onde vão as águas,
Um dia, num copo, alguém beberá,
E numa tarde tristonha, faz brotar: lágrima.
Quem chora e esconde por vergonha
Não sabe quão normal é a dor,
Se até a lua esconde a cara
Quando acorda de mau-humor.
A luz do dia incide e cansa
E a noite encanta um feitiço novo
Quem dorme, perde o balé das sombras,
Eclipse da luz entre o chão e o corpo.
Uma questão me preocupa a razão
E faz-me pensar por momentos: sou louco?
Será melhor perder alguém para a vida?
Ou será que, para a morte, nos traz mais conforto?
Lições da vida para engavetar
Como um bilhete antigo e infiel,
Que a gente odeia e quer rasgar
Mas não sabe qual opção é mais cruel.

Um comentário:

Fábio Alves disse...

A loucura é apenas uma diferente realidade...