sábado, 23 de outubro de 2010

A forma mais esdrúxula que eu encontrei para falar de Amor – Allyson Alves

O amor é um buraco.
Só que a gente vê e para pra analisar seus traços;
Alguns buracos estão cercados por faixas tracejadas,
E assim também se faz com o Amor.
E o amor é mesmo um buraco.
Um buraco consideravelmente confortável,
Do tipo que quase nunca dá vontade de sair.
E desse tipo só tem ele.
O Amor, sendo um buraco, é uma armadilha natural,
E é tão natural que capture um pobre desavisado.
Aos caçadores desse tipo de buraco, a árdua tarefa
De estar sempre disposto a cavar novos buracos,
Até encontrar um que tenha o devido espaço.
E já que não é pra falar bonito, consideremos que,
Buraco bom é buraco fundo. De que adianta um raso?
Buracos rasos não oferecem perigo,
Não amassam aros de carros, não assustam,
E não são percebidos.
Não os cercam com faixas tracejadas.
Assim é o Amor.
Bom mesmo quando é profundo.
Desses que te amassam, te marcam,
Te fazem tropeçar (ainda que quebre a cara),
Que te instigam a arriscar, aventurar-se a conhecer,
Observar, estudar, e aventurar-se além da faixa tracejada.
O Amor é um buraco muito bem disfarçado.
Um grande, profundo e camuflado buraco,
Do tipo que causa muitos e muitos estragos.
O tipo do buraco em que eu quero me estabacar.


Sem dúvida nenhuma, foi a coisa mais feia que eu já escrevi até hoje.
Mas não convenceu a me calar.

2 comentários:

V disse...

Abismo...
o amor é umabimo...
q te suja
vc vai sentindo o vento no rosto, acha gostoso... e continua..
Mas qndo se depara co o hão lá em baixo já é tarde deais e quebra a cara.
é
acho q o amor é isso

qubrar a cara num abismo fresquinho

Inês disse...

uahuahauahuhau
taí, adorei! Pior que concordo, concordo mesmo!